Governo federal e Bandeira tabelam, e ministério quer criação de liga nacional

09-03-2016 23:40

Eduardo Bandeira de Mello Flamengo e Rogério Haman secretário Ministério do Esporte (Foto: Fred Gomes)

 

Uma das lideranças da criação da Primeira Liga, o Flamengo conta com parceiro importante para fortalecer a associação de clubes independentes à administração de federações e da CBF. Após o empate que garantiu o primeiro lugar na classificação geral da primeira fase do torneio - 1 a 1 com o Figueirense -, o secretário de Futebol e Direito do Torcedor do Ministério do Esporte, Rogério Hanan, tabelou com o presidente Eduardo Bandeira de Mello após a coletiva de imprensa do técnico Muricy Ramalho. Segundo o dirigente do Ministério do Esporte, os recursos podem ser melhor distribuídos nas mãos dos clubes, com fortalecimento dos pequenos. Haman ainda defendeu a "tradição" dos estaduas em meio ao "processo de reorganização" do futebol. 

Com apoio forte político em Brasília e bom relacionamento com o governo federal e da capital do país, o Flamengo quer mandar jogos no estádio Mané Garrincha e conta com o aval do Ministério. O secretário falou em estudos que apontam maior rentabilidade dos clubes com negociação própria para receber patrocínios e outros recursos para os esportes. O desejo do ministro George Hilton, ressaltou o secretário, é que o torneio seja um embrião para a criação de uma entidade nacional - independente da administração da CBF.

- É uma visão institucional do Ministério, que passa pelo fortalecimento dos clubes. Uma organização independente pode buscar distribuição mais lucrativa dos recursos, distribuir de forma mais eficiente para fortalecer clubes grandes e pequenos. A preocupação do Ministério dos Esportes é de os clubes de pequeno porte não sejam esquecidos nesse processo de reorganização e também que a tradição dos estaduais seja preservada. A presença do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, justifica essa aproximação e o fomento do diálogo - disse o secretário do Ministério dos Esportes.

Após recuar no discurso sobre a Primeira Liga, quando chegou a falar em jogos amistosos, no auge da pressão da CBF e da Ferj contra o torneio, e depois com a reviravolta política fortalecer o torneio, Bandeira, embora menos enfático que o secretário do Ministério do Esporte, voltou a bater na tecla de que os clubes devem se livrar das garras das federações para administrar os campeonatos. Ele admitiu, porém, que ainda falta muito para a criação de uma liga nacional. 

- O que os clubes estão pretendendo é um protagonismo maior para decidir seu destino. Dificilmente teremos uma liga nacional em curto prazo. Ainda podemos dialogar muito com a CBF. Mas no dia que chegarmos a liga nacional não vai excluir a CBF. Agora, é extremamente importante ter o apoio do Ministério do Esporte. A realização da Primeira Liga se deve ao apoio do ministro George Hilton e do Ministério. Eles entenderam que não queríamos prejudicar ninguém. Eles entenderam que queríamos apresentar alternativa com rentabilidade e atratividade do ponto de vista técnico também - afirmou o presidente do Flamengo.

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